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Mulheres desconhecem o que é violência obstétrica e não denunciam

Na Semana Nacional da Defensoria Pública, a enfermeira especialista em obstetrícia, Márcia Valéria Pereira, falou sobre parto humanizado

O baixo número de denúncia de violência obstétrica revelam um problema que precisa ser combatido: a falta de conhecimentos das mulheres, que não conseguem identificar quando são vítimas.

Na abertura da Semana Nacional da Defensoria Pública, a enfermeira especialista em obstetrícia, Márcia Valéria Pereira, falou sobre parto humanizado e da violência obstétrica para a comunidade feminina. “Às vezes elas recebem agressões verbais e físicas, mas acham que aquilo é inerente ao processo de parto”, ressalta.

A enfermeira explica que a discussão é essencial para que a mulher saiba o que pode e não pode acontecer durante o parto e, assim, denuncie quando uma violência acontecer. Ela enfatiza ainda que a humanização do parto é fundamental. “A sociedade tem disseminado cada vez mais que o parto é algo ruim, doloroso e que a mulher tem que ser submetida à dor, que ela não pode ter uma assistência humanizada e respeitosa. Tem gente que pensa que humanização é o trabalho de parto na água, domiciliar, e na verdade, humanizar o nascimento e o parto é respeitar a mulher”, explica a especialista.

Márcia indica que a Lei do Acompanhante é uma das mais desrespeitadas. Muitas instituições e profissionais não permitem que o acompanhante assista e fique com a mulher durante o trabalho de parto, quando na verdade isso é um direito. “Isso acontece ou por desconhecimento ou desrespeito do profissional ou por conta da instituição, que não tem local adequado para esse acompanhante ficar”, destaca.

Márcia orienta que as mães busquem se informar durante o pré-natal para saber o que lhes é de direito durante a assistência ao parto. Ela frisa que a internet também é uma ferramenta de pesquisa para quem quer saber mais sobre o assunto. A recomendação é que elas fiquem atentas e participem de grupos de apoio no pré-natal, onde trocam informações sobre seus direitos.

Como proceder

Caso uma violência obstétrica seja identificada, a mulher deve tirar uma cópia do prontuário e ir atrás ou do Disque Denúncia do Ministério da Saúde ou da Delegacia da Mulher. Além disso, é possível pode procurar a Defensoria Pública e o Ministério Público para denunciar. 

Semana da Defensoria Pública

As atividades da semana prosseguem até o dia 19 com a realização de Sessão Solene do Conselho Superior da Defensoria, oportunidade em que serão homenageados com a Medalha do Mérito Defensorial, autoridades, Defensores Públicos e Servidores que contribuem para a causa da Instituição. Na mesma data e local será proferida palestra do renomado escritos e jornalista Ivan Martins que abordará o tema “Machismo: como ele prejudica a vida, atrapalha os relacionamentos e empobrece a personalidade dos homens”.

Edição: Nayara Felizardo
Por: Karoll Oliveira

Fonte: Portal O Dia


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