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05/06 10h57 2017 Você está aqui: Home / Saúde Fonte: Bem Estar Imprimir postagem

Quatro maneiras como a pobreza pode afetar o cérebro

Neurociência tenta estabelecer vínculo direto entre situação precária de vida e deterioração cerebral.

O nosso cérebro pode ser afetado pela pobreza?

Crianças que vivem em condições menos favorecidas apresentam, em geral, pior desempenho na escola.

A explicação pode estar na má alimentação, em situações de estresse no ambiente familiar ou na falta de atenção que recebem dos pais, entre outros fatores.

Um número cada vez maior de cientistas sugere, no entanto, que pode haver algo mais. Será que a pobreza pode mudar a nossa forma de pensar?

A BBC discutiu o tema a partir de quatro perspectivas com diferentes especialistas.

 

1. Sobrecarga mental

"Peça a um grupo de pessoas que memorize uma série de sete dígitos. Conseguem se lembrar da sequência 7, 4, 2, 6, 2, 4, 9?", propõe Eldar Shafir, professor de ciência comportamental e políticas públicas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos.

"Enquanto você guarda os números em sua memória de curto prazo, tentando não esquecer, sua mente está literalmente cheia. Você tem menos espaço cognitivo para outras coisas", explica.

Grande parte do trabalho desenvolvido por Shafir sugere que viver em situação de pobreza, tendo que fazer malabarismo com os poucos recursos que se tem e constantemente preocupado em como pagar as contas no fim do mês, tem efeito semelhante a guardar sete dígitos na cabeça o tempo todo.

"Isso faz com que você se esqueça de outras coisas, você fica com uma atenção limitada", explica.

Para provar a ligação direta entre a pobreza e o funcionamento do cérebro, o professor realizou vários experimentos.

Em um deles, disse tanto a pessoas menos favorecidas quanto em boa situação de vida o que teriam que fazer para consertar o carro.

A alguns informou que o reparo custaria US$ 150 e a outros que ultrapassaria US$ 1.500, independentemente do status social.

Em seguida, os submeteu a uma série de testes cognitivos.

Ao analisar os resultados, Shafir observou que os ricos tiveram desempenho semelhante, independentemente do valor que tiveram que pagar.


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