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14/12 15h45 2017 Você está aqui: Home / Brasil Fonte: OitoMeia Imprimir postagem

PIB: 100 municípios do Piauí têm programas federais como maior fonte de renda

Teresina se consolida como líder em ranking dos maiores PIBs do Piauí, mas fica somente na oitava posição dentre os municípios com a maior renda per capta

A Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na manhã desta quinta-feira (14/12), divulgou o Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios piauienses, referentes ao ano de 2015. Teresina lidera ranking dos cinco maiores, seguida Parnaíba, Picos, Uruçuí e Floriano.

Teresina atingiu um PIB da ordem de R$ 17,62 bilhões, levemente inferior ao ano de 2014, concentrando 45,03% do PIB estadual. O estudo destaca a desigualdade e a concentração de renda no Piauí.

Antônio José Medeiros, presidente da Fundação Cepro, afirmou que o modelo de crescimento por transferência de renda se esgotou e que o caminho agora deveria ser o de produção e produtividade. Ele alinha o destaque do PIB de Teresina como ainda concentrado no setor de serviços, abrangendo 76,37% da economia municipal.

“Há um mês, nós divulgamos o PIB do Piauí e agora o dos municípios, equivalente ao ano de 2015. Quem mais sofreu o impacto da crise foi Teresina, sobretudo com a redução das atividades de serviços e comércio. A renda per capita da cidade foi menor do que a do ano de 2014. Já os municípios do cerrado continuam com o maior rendimento per capita por causa da agropecuária, que tem crescido no Piauí”, pontua José Medeiros.

RENDA PER CAPTA

O presidente também ressalta que a maior renda per capita do estado não está em Teresina, cuja posição é ocupada pela cidade de Baixa Grande do Ribeiro (R$ 49.866,93), Sul do estado. Uruçuí vem em segundo, com R$ 48.817. Já a capital só aparece na oitava posição, cuja renda per capta é de R$ 20.79,75.

O levantamento ainda destaca que 100 municípios piauienses têm como maior fonte de renda recursos de programas federais, ressaltando a fragilidade na economia local como um dos estados com menor representatividade em nível nacional. “Toda essa diferença tem que ser recuperada. E isso se faz com um Estado organizado que cumpre seus compromissos financeiros”, disse Merlong Solano, secretário de governo.

Eyder Mendes, supervisor do IBGE no Piauí, destacou a colocação de Teresina em nível nacional. “Em 2015, a capital piauiense passou da 72° posição para a 48° dentre os municípios em relação ao PIB do Brasil. Em relação ao PIB do Nordeste Teresina passou a ocupar o 19° posição”, destacou.

No estudo também aponta que os municípios piauienses, Miguel Leão e Santo Antônio dos Milagres ocupam as piores posições do ranking do PIB dos municípios do Brasil, com PIB anual de R$ 11,43 milhões e R$ 12,01 milhões, respectivamente.

CINCO MAIORES PIBs DO PIAUÍ

TERESINA: R$ 17,62 bi

PARNAÍBA: R$ 1.795.111

PICOS: R$ 1.233.058

URUÇUÍ: R$ 1.025.704

FLORIANO: R$ 925.325

CINCO MENORES PIBs DO PIAUÍ

MIGUEL LEÃO: R$ 11.439

SANTO ANTÔNIO DOS MILAGRES: R$ 12.012

AROEIRAS DO ITAIM: R$ 15.539

OLHO D’AGUA: R$ 46.419

SÃO MIGUEL DA BAIXA GRANDE: R$ 16.649


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