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01/10 07h42 2017 Você está aqui: Home / Local Fonte: g1.piaui Imprimir postagem

Justiça Federal exclui prefeito Firmino Filho das investigações da Operação Lava Jato

Conforme as delações de ex-executivos da empreiteira, prefeito teria recebido o valor de R$ 500 mil. Gestor diz que todas as doações recebidas foram legais.

O Tribunal Regional Federal da 1ª região excluiu o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB), das investigações da Operação Lava Jato. A decisão é do desembargador Cândito Ribeiro, que não reconheceu o envolvimento do gestor no crime de Caixa 2 durante as eleições de 2012.

"Foi uma decisão muito simples, de apenas duas páginas. O desembargador apenas declina da competência em favor do TRE [Tribunal Regional Eleitoral], afirmando que se houver indício de prÁtica de qualquer delito, seria apenas um delito eleitoral", declarou o advogado do prefeito, Lucas Villa.

Conforme o advogado, as investigações da Lava Jato correm em segredo de justiça e por esse motivo não pode compartilhar documentos dos autos.

Entenda o caso

Firmino foi citado nas delações de ex-executivos da Odebrecht como beneficiário de doações de campanha feitas pela construtora. Conforme as delações, o tucano teria recebido o valor de R$ 500 mil, pago para um primo do prefeito durante encontro em Recife.

No depoimento feito ao Ministério Público Federal (MPF), o ex-diretor da Odebrecht Ambiental, Alexandre Barradas, contou do encontro com Firmino Filho em restaurante no Aeroporto de Brasília, oportunidade em que o tucano deixou claro que contava com a ajuda financeira da empreiteira. Segundo Barradas, o prefeito deixou claro que queria dinheiro para a campanha, mas não mencionou o valor pretendido e que um primo dele chamado 'Alberto' entraria em contato.

Firmino Filho foi eleito prefeito de Teresina na eleição de 2012 e pouco tempo depois Alexandre Barradas teria convidado o gestor piauiense para um jantar. O ex-diretor deixou claro mais uma vez que tinha interesse na concessão dos serviços de saneamento básico de Teresina, que estava nas mãos da Agespisa.

Na época, o prefeito Firmino Filho negou ter recebido valores sob qualquer forma da Construtora Odebrecht e que a empresa não consta na relação de doadores da campanha de 2012. Em nota, ele afirma ainda que a Odebrecht nunca teve obras ou relação contratual no âmbito da Prefeitura de Teresina durante seus mandatos.

 

“Todas as contribuições recebidas pelo comitê de campanha nas eleições de 2012 foram contabilizadas e entregues à Justiça Eleitoral de acordo com a legislação vigente. A doação de campanha que recebemos nacionalmente teve origem na direção nacional do PSDB e está devidamente registrada e declarada. A prestação de contas referente à campanha eleitoral de 2012, que se encontra disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fácil consulta aberta, fora auditada e aprovada pelo TRE – PI”, diz ainda a nota.


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